Plataformas e divulgação
Onde o imóvel aparece e como o hóspede chega até ele. Os verbetes de plataforma dizem como cada site funciona para quem anuncia; os de divulgação explicam o vocabulário de quem tenta vender reserva fora delas.
- Airbnb
- Booking.com
- Vrbo
- Despegar
- Hotels.com
- Decolar
- Hostelworld
- OTA (agência de viagens online)
- Channel manager (gerenciador de canais)
- Direct booking (reserva direta)
- SEO local (otimização para buscas da região)
- Keyword (palavra-chave)
- Intent (intenção de busca)
- Tráfego orgânico
- Tráfego pago
- Retargeting (anúncio para quem já visitou)
- Lookalike audience (público semelhante)
- CAC (custo de aquisição de cliente)
Airbnb
Plataforma de reservas em que o proprietário anuncia o imóvel, define preço, calendário e regras, e o hóspede reserva e paga pelo site ou pelo aplicativo. O Airbnb recebe o pagamento, desconta a sua taxa e repassa o restante ao anfitrião depois do check-in. No Brasil, desde 15/09/2026, a cobrança é uma taxa única de 16% paga pelo anfitrião. A posição do anúncio na busca leva em conta, entre outros fatores, preço, avaliações e disponibilidade.
Veja também: Booking.com, Vrbo, OTA (agência de viagens online). Para ir além: Quanto fica com você no Airbnb e na Booking.
Booking.com
Nasceu como site de reserva de hotéis e hoje também aceita apartamentos e casas de temporada. Cobra do proprietário uma comissão sobre cada reserva, e o percentual não é publicado: aparece no contrato e no extrato de cada imóvel. Em regra, a reserva é confirmada na hora, sem aprovação prévia do anfitrião. O programa Genius oferece desconto a hóspedes frequentes, e esse desconto sai do bolso do dono do imóvel, não da plataforma.
Veja também: Airbnb, Vrbo, OTA (agência de viagens online). Para ir além: Quanto fica com você no Airbnb e na Booking.
Vrbo
No Vrbo só entram imóveis inteiros: casas e apartamentos alugados sem divisão com o dono ou com outros hóspedes. Quartos avulsos ficam de fora. A plataforma pertence ao grupo Expedia e, por causa desse recorte, é procurada principalmente por famílias e grupos em viagem de férias. A taxa cobrada do anfitrião varia e precisa ser conferida no próprio painel antes de calcular o preço, porque muda o valor que chega à sua conta.
Veja também: Airbnb, Booking.com, OTA (agência de viagens online). Para ir além: Quanto fica com você no Airbnb e na Booking.
Despegar
Agência de viagens online de origem argentina que vende passagem, hotel, pacote e também aluguel de temporada a viajantes da América Latina. No Brasil, usa a marca Decolar. Para o proprietário, funciona como vitrine voltada ao turista dos países vizinhos, que costuma procurar o litoral brasileiro nas férias de verão. A taxa cobrada de quem anuncia varia conforme o contrato e a forma de integração, e deve ser confirmada antes de abrir o calendário.
Veja também: Airbnb, Booking.com, OTA (agência de viagens online). Para ir além: Quanto fica com você no Airbnb e na Booking.
Hotels.com
Pertence ao grupo Expedia e foi criado para vender quartos de hotel. Um imóvel de temporada pode aparecer ali quando está cadastrado nos canais do grupo, sem anúncio separado. O hóspede compara o apartamento com hotéis na mesma tela e espera padrão parecido: chegada simples, roupa de cama e toalhas incluídas, descrição exata do que vai encontrar. A taxa cobrada do proprietário depende do contrato com o grupo e varia.
Veja também: Booking.com, Vrbo, OTA (agência de viagens online). Para ir além: Quanto fica com você no Airbnb e na Booking.
Decolar
No Brasil, a Despegar opera com o nome Decolar. O site vende passagens, hotéis e pacotes ao viajante brasileiro, que muitas vezes compra voo e hospedagem juntos e parcela no cartão. Imóveis de temporada aparecem ao lado de hotéis e pousadas nos resultados. Para o proprietário, é um canal complementar aos sites especializados em temporada, com público que pesquisa por destino e data. A taxa cobrada de quem anuncia varia conforme o contrato.
Veja também: Despegar, Booking.com, OTA (agência de viagens online). Para ir além: Quanto fica com você no Airbnb e na Booking.
Hostelworld
Quem procura cama em quarto compartilhado costuma reservar pelo Hostelworld, site especializado em hostels e hospedagem econômica. A venda é por cama ou por quarto privativo, e o público é formado principalmente por mochileiros e pessoas que viajam sozinhas, que escolhem pelo preço e pelo ambiente de convivência. Para apartamento ou casa alugados inteiros, o canal tem pouca utilidade. A taxa cobrada do estabelecimento varia conforme o contrato.
Veja também: Airbnb, OTA (agência de viagens online). Para ir além: Quanto fica com você no Airbnb e na Booking.
OTA (agência de viagens online)
Sigla em inglês para agência de viagens online (online travel agency): sites e aplicativos que reúnem anúncios de hospedagem, recebem a reserva e o pagamento do hóspede e cobram taxa ou comissão por isso. Airbnb, Booking.com, Vrbo e Decolar são exemplos. A plataforma traz o hóspede e cuida da cobrança. Em troca, fica com parte do valor, define as políticas de cancelamento disponíveis e controla a ordem em que os anúncios aparecem.
Veja também: Airbnb, Booking.com, Vrbo, Channel manager (gerenciador de canais). Para ir além: Quanto fica com você no Airbnb e na Booking.
Channel manager (gerenciador de canais)
Quando o mesmo imóvel está em vários sites, alguém precisa manter calendário e preços iguais em todos. O channel manager é o programa que faz isso. Assim que entra uma reserva em um site, as datas são bloqueadas nos outros, o que evita vender a mesma noite duas vezes. Também permite alterar diária, estadia mínima e disponibilidade em um só lugar. A alternativa gratuita é a sincronização por link de calendário (iCal), que copia só as datas e atualiza com atraso.
Veja também: OTA (agência de viagens online), PMS (sistema de gestão de imóveis), Direct booking (reserva direta).
Direct booking (reserva direta)
Reserva fechada sem plataforma no meio: o hóspede combina e paga diretamente ao proprietário ou à gestora, por site próprio, WhatsApp ou indicação. Não há comissão de plataforma, mas também não há a proteção que ela oferece. Cobrança, contrato, caução, política de cancelamento e eventuais danos ficam por conta de quem aluga. Costuma funcionar melhor com hóspedes que já ficaram no imóvel e querem voltar.
Veja também: OTA (agência de viagens online), Airbnb, Comissão de gestão. Para ir além: Quanto fica com você no Airbnb e na Booking.
SEO local (otimização para buscas da região)
Para um site aparecer no Google quando alguém busca hospedagem citando um lugar, como a cidade, o bairro ou a praia, ele precisa de alguns ajustes, e a esse trabalho se dá o nome de SEO local. Envolve ter páginas que falem daquele lugar, endereço e dados consistentes e, quando cabe, um perfil da empresa no Google. Só vale para quem tem site próprio de reserva direta. Dentro do Airbnb e da Booking.com a lógica é outra: a busca já parte do destino e das datas.
Veja também: Keyword (palavra-chave), Intent (intenção de busca), Tráfego orgânico.
Keyword (palavra-chave)
É o que a pessoa digita no buscador, por exemplo "apartamento temporada Cabo Frio". Em um site de reserva direta, cada página deve tratar de um assunto e usar, no título e no texto, as palavras que o hóspede realmente usa. Nas plataformas de reserva o peso é menor, porque o hóspede busca por destino, datas e filtros. Ali, o título do anúncio serve mais para convencer quem já está vendo a lista do que para ser encontrado.
Veja também: SEO local (otimização para buscas da região), Intent (intenção de busca), Tráfego orgânico.
Intent (intenção de busca)
Por trás de cada busca existe um objetivo, e é isso que o termo descreve. Quem digita "o que fazer em Arraial do Cabo" quer informação. Quem digita "apartamento dois quartos Arraial réveillon" já quer reservar. A mesma página dificilmente serve bem aos dois. Para quem tem site de reserva direta, entender a intenção ajuda a decidir o que cada página mostra primeiro: um guia do destino ou datas, preço e botão de reserva.
Veja também: Keyword (palavra-chave), SEO local (otimização para buscas da região), Tráfego orgânico.
Tráfego orgânico
Visitas que chegam a um site pelos resultados comuns do Google, sem anúncio pago. O clique não custa nada, mas alcançar essas posições exige conteúdo útil, tempo e manutenção. Para um proprietário, só tem peso se houver site próprio capaz de receber reservas. Nas plataformas existe algo parecido: as visualizações que o anúncio recebe na busca interna, sem pagar por destaque, e que dependem de preço, avaliações e calendário aberto.
Veja também: SEO local (otimização para buscas da região), Keyword (palavra-chave), Tráfego pago.
Tráfego pago
Aqui o visitante chega porque você pagou por um anúncio no Google, no Instagram ou no Facebook. A cobrança costuma ser por clique, reserve a pessoa ou não. Só faz sentido para quem tem site próprio com calendário e pagamento funcionando, porque o anúncio precisa levar a um lugar onde a reserva se conclua. O custo por reserva obtida deve ser comparado com a taxa que a plataforma cobraria pela mesma estadia.
Veja também: Tráfego orgânico, CAC (custo de aquisição de cliente), Retargeting (anúncio para quem já visitou). Para ir além: Quanto fica com você no Airbnb e na Booking.
Retargeting (anúncio para quem já visitou)
Técnica de anúncio que mostra a propaganda de novo para quem já visitou o seu site e saiu sem reservar. Funciona com um código instalado nas páginas, que permite ao Google ou à Meta, dona do Instagram e do Facebook, reconhecer esse visitante depois, em outros sites e nas redes sociais. Depende de o site ter visitas em volume razoável e de o visitante ter aceitado os cookies, como pede a lei de proteção de dados. Não se aplica a anúncios dentro das plataformas de reserva.
Veja também: Tráfego pago, Lookalike audience (público semelhante), CAC (custo de aquisição de cliente).
Lookalike audience (público semelhante)
A partir de uma lista de clientes atuais, a plataforma de anúncios procura outras pessoas com perfil parecido e mostra a propaganda para elas. Na Meta, o recurso aparece com o nome de público semelhante. O resultado depende do tamanho e da qualidade da lista de origem: com poucos nomes, a semelhança encontrada é fraca. Usar e-mails e telefones de hóspedes para isso exige base legal na lei de proteção de dados, como o consentimento de quem os forneceu.
Veja também: Tráfego pago, Retargeting (anúncio para quem já visitou), CAC (custo de aquisição de cliente).
CAC (custo de aquisição de cliente)
Quanto custa, em média, conquistar um cliente novo. A conta soma tudo o que foi gasto para atrair clientes em um período, como anúncios, produção de fotos e ferramentas, e divide pelo número de clientes obtidos. No aluguel por temporada, o equivalente é o custo para conseguir uma reserva. A taxa da plataforma é uma forma de custo de aquisição já embutida: paga-se só quando a reserva acontece, sem gasto antecipado.
Veja também: LTV (valor do cliente ao longo do tempo), Tráfego pago, Retargeting (anúncio para quem já visitou). Para ir além: Quanto fica com você no Airbnb e na Booking.
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