Operação e gestão
O que acontece entre uma reserva e a seguinte. É a parte do aluguel por temporada que o hóspede avalia e que mais consome tempo de quem opera sozinho.
- Check-in (entrada do hóspede)
- Check-out (saída do hóspede)
- Turnover (troca de hóspedes)
- Deep cleaning (limpeza profunda)
- Housekeeping (limpeza e arrumação)
- Restocking (reposição de itens)
- Key handover (entrega de chaves)
- Smart lock (fechadura eletrônica)
- Amenities (comodidades do imóvel)
- Co-host (coanfitrião)
- Host (anfitrião)
- Superhost (selo de anfitrião do Airbnb)
- PMS (sistema de gestão de imóveis)
- CRM (gestão de relacionamento com clientes)
- Upsell (venda adicional)
- LTV (valor do cliente ao longo do tempo)
- Churn (perda de clientes)
Check-in (entrada do hóspede)
Momento em que o hóspede entra no imóvel e a estadia começa. Pode ser presencial, com alguém entregando a chave e mostrando a casa, ou autônomo, com senha na fechadura ou chave em cofre e instruções enviadas antes. O horário de entrada é definido no anúncio e precisa deixar tempo para a limpeza depois da saída anterior. É a primeira impressão da estadia, e um atraso ou uma instrução confusa nessa hora tende a aparecer na avaliação.
Veja também: Check-out (saída do hóspede), Smart lock (fechadura eletrônica), Turnover (troca de hóspedes).
Check-out (saída do hóspede)
A estadia termina quando o hóspede deixa o imóvel, até o horário combinado no anúncio. A chave é devolvida ou a senha deixa de valer, e a equipe entra para conferir o estado do imóvel e começar a limpeza. O horário de saída define quanto tempo sobra para preparar tudo para quem chega em seguida. Danos, objetos esquecidos e itens faltando precisam ser registrados nessa hora, porque as plataformas têm prazo para aceitar pedido de ressarcimento.
Veja também: Check-in (entrada do hóspede), Turnover (troca de hóspedes), Housekeeping (limpeza e arrumação).
Turnover (troca de hóspedes)
É todo o trabalho feito entre a saída de um hóspede e a entrada do próximo: limpeza, troca de roupa de cama e banho, reposição de itens de consumo, conferência de danos e pequenos reparos. Quando a saída e a entrada caem no mesmo dia, essa janela é de poucas horas e qualquer imprevisto vira atraso na chegada. A qualidade da troca aparece direto na nota de limpeza, que o hóspede seguinte vê antes de reservar.
Veja também: Housekeeping (limpeza e arrumação), Restocking (reposição de itens), Check-in (entrada do hóspede).
Deep cleaning (limpeza profunda)
Faxina mais completa do que a limpeza de troca de hóspedes. Entra o que não cabe na janela entre uma estadia e outra: interior de forno e geladeira, filtros do ar-condicionado, rejunte, vidros, cortinas, estofados, atrás e embaixo dos móveis. A frequência depende do movimento do imóvel e do clima da região. Sem ela, o imóvel perde o aspecto de novo aos poucos, e o proprietário só percebe quando a nota de limpeza já caiu.
Veja também: Housekeeping (limpeza e arrumação), Turnover (troca de hóspedes), Restocking (reposição de itens).
Housekeeping (limpeza e arrumação)
Nome que a hotelaria dá ao serviço de limpeza, arrumação e conservação do imóvel. No aluguel por temporada, inclui a faxina a cada troca de hóspedes, a lavagem do enxoval, a reposição de itens e o aviso de qualquer coisa quebrada ou faltando. Pode ser feito por equipe própria, diarista fixa ou empresa terceirizada. Quem limpa é quem mais entra no imóvel, e por isso funciona também como os olhos do proprietário lá dentro.
Veja também: Turnover (troca de hóspedes), Deep cleaning (limpeza profunda), Restocking (reposição de itens).
Restocking (reposição de itens)
Reposição do que o hóspede consome durante a estadia: papel higiênico, sabonete, detergente, esponja, sacos de lixo, café, açúcar, sal. Inclui também a troca do que se desgasta, como toalhas manchadas e panos de prato. Parece detalhe, mas a falta de um item básico na chegada gera reclamação e obriga alguém a ir ao imóvel fora de hora. O custo por estadia é pequeno e precisa entrar na conta do imóvel, porque se repete a cada troca.
Veja também: Housekeeping (limpeza e arrumação), Amenities (comodidades do imóvel), Turnover (troca de hóspedes).
Key handover (entrega de chaves)
A chave pode chegar ao hóspede de várias formas: em mãos, pela portaria do prédio, por um cofre com senha instalado perto da porta ou por uma fechadura eletrônica, que dispensa a chave. A entrega em mãos exige alguém disponível no horário em que o hóspede chegar, inclusive quando o voo atrasa. Em prédio, o que a portaria pode guardar e entregar depende das regras do condomínio, e convém confirmar isso antes de anunciar.
Veja também: Smart lock (fechadura eletrônica), Check-in (entrada do hóspede), Turnover (troca de hóspedes).
Smart lock (fechadura eletrônica)
Fechadura que abre por senha, cartão, biometria ou aplicativo, sem chave física. No aluguel por temporada, o uso mais comum é criar uma senha para cada reserva, válida só entre a entrada e a saída daquele hóspede. Isso permite a chegada a qualquer hora sem ninguém esperando no imóvel e acaba com cópia de chave circulando. Alguns modelos dependem de internet no imóvel para criar senhas à distância, outros funcionam sem conexão.
Veja também: Key handover (entrega de chaves), Check-in (entrada do hóspede), Amenities (comodidades do imóvel).
Amenities (comodidades do imóvel)
Tudo o que o imóvel oferece além das paredes e da cama: Wi-Fi, ar-condicionado, cozinha equipada, máquina de lavar, garagem, roupa de cama e banho, itens de higiene. Nas plataformas, cada comodidade é marcada no anúncio e vira filtro de busca. Se o item não está marcado, o imóvel não aparece para quem filtrou por ele. Se está marcado e não funciona, o hóspede tem motivo para reclamar à plataforma, e a avaliação registra.
Veja também: Smart lock (fechadura eletrônica), Restocking (reposição de itens), Review score (nota das avaliações).
Co-host (coanfitrião)
Função do Airbnb que permite ao dono do anúncio dar acesso a outra pessoa ou empresa para ajudar a operar o imóvel. O coanfitrião pode responder aos hóspedes, ajustar calendário e preços e cuidar das reservas, conforme as permissões escolhidas. O anúncio, as avaliações e o histórico continuam na conta do proprietário. É um formato comum quando uma gestora assume um imóvel que já está anunciado, porque não é preciso recomeçar o anúncio do zero.
Veja também: Host (anfitrião), OTA (agência de viagens online), Airbnb.
Host (anfitrião)
Anfitrião é quem anuncia o imóvel na plataforma e responde por ele perante o hóspede: recebe a reserva, combina a chegada, resolve problemas durante a estadia e recebe o pagamento. Pode ser o próprio dono, um familiar ou uma empresa de gestão. As plataformas avaliam o anfitrião, e não só o imóvel, por tempo de resposta, cancelamentos e notas recebidas. No Airbnb, é do anfitrião que sai a taxa de serviço, hoje uma taxa única de 16% no Brasil.
Veja também: Co-host (coanfitrião), Superhost (selo de anfitrião do Airbnb), Airbnb. Para ir além: Quanto fica com você no Airbnb e na Booking.
Superhost (selo de anfitrião do Airbnb)
Selo que o Airbnb concede aos anfitriões com melhor desempenho. Os critérios são nota média de 4,8 ou mais, resposta a 90% das mensagens em até 24 horas, menos de 1% de cancelamentos e pelo menos 10 estadias concluídas, ou 3 estadias que somem 100 noites. A revisão acontece a cada três meses. O selo aparece no anúncio e no perfil, pertence ao anfitrião e não ao imóvel, e é retirado quando algum critério deixa de ser cumprido na revisão seguinte.
Veja também: Host (anfitrião), Review score (nota das avaliações), Airbnb.
PMS (sistema de gestão de imóveis)
Sigla em inglês para o programa que centraliza a operação de imóveis de temporada. Reúne em um só lugar o calendário, as reservas de todas as plataformas, as mensagens aos hóspedes, a agenda de limpeza e o financeiro. Para quem tem um único imóvel em uma plataforma, o aplicativo dela pode bastar. Com vários imóveis ou mais de um canal de venda, o sistema reduz o risco de reserva dupla e gera relatórios que o proprietário consegue comparar com o extrato.
Veja também: Channel manager (gerenciador de canais), OTA (agência de viagens online), Comissão de gestão.
CRM (gestão de relacionamento com clientes)
Sistema, ou simples planilha organizada, que guarda o histórico de contato com cada cliente. No aluguel por temporada, serve para registrar quem já se hospedou, quando veio, o que pediu e se voltaria, o que facilita o atendimento em uma próxima estadia. Nas gestoras, é também onde ficam registradas as conversas com proprietários. O limite é o que cada plataforma permite: os dados do hóspede chegam restritos, e o uso deles precisa respeitar as regras do site e a lei de proteção de dados.
Veja também: PMS (sistema de gestão de imóveis), LTV (valor do cliente ao longo do tempo), CAC (custo de aquisição de cliente).
Upsell (venda adicional)
Vender ao hóspede um serviço pago além da diária: entrada antecipada, saída tardia, limpeza durante a estadia, berço, traslado, taxa para animal de estimação. Aumenta a receita por reserva sem depender de mais noites vendidas. Só funciona quando o extra é real e a operação consegue entregar. Uma saída tardia vendida no dia em que há entrada logo depois vira atraso e reclamação. A cobrança precisa seguir o canal previsto por cada plataforma.
Veja também: RevPOR (receita por noite ocupada), Amenities (comodidades do imóvel), Comissão de gestão.
LTV (valor do cliente ao longo do tempo)
Sigla de lifetime value, quanto um cliente rende a uma empresa durante todo o tempo em que permanece com ela. Para uma gestora, o cliente é o proprietário, e o indicador soma as comissões recebidas enquanto o contrato durar. É uma métrica interna do negócio de gestão, que o proprietário não precisa calcular. Ajuda a entender um incentivo: a gestora que depende da permanência do cliente tem mais a ganhar cuidando bem do imóvel do que trocando de carteira o tempo todo.
Veja também: CAC (custo de aquisição de cliente), Comissão de gestão, Churn (perda de clientes).
Churn (perda de clientes)
Percentual de clientes que deixam uma empresa em determinado período. Em uma gestora de temporada, mede quantos proprietários encerraram o contrato. Exemplo hipotético: de 50 proprietários no começo do ano, 5 saíram até dezembro, o que dá 10%. O número sozinho diz pouco, porque há quem saia por ter vendido o imóvel ou voltado a morar nele. O motivo da saída é o que interessa a quem está avaliando contratar a empresa.
Veja também: LTV (valor do cliente ao longo do tempo), CAC (custo de aquisição de cliente), Comissão de gestão.
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